Estive em Horroroso e lembrei de você

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Do mesmo autor de Ordinário, uma coleção inquietante de cartões-postais de um destino insólito, um ponto estranho e familiar no mapa dos abismos cotidianos. “Senhoras e senhores viajantes, sejam muito bem-vindos ao município de Horroroso. Aproveite a visita e conheça as belezas da nossa gente e da nossa terra. Horroroso caminha para o futuro sem tirar os pés do passado. Exaltamos a nossa força, que nos move e nos faz avançar. Nossa vocação para o empreendedorismo, para o agronegócio, nossa indústria e tecnologia nos enchem de orgulho. Cuidamos na nossa história porque somos parte desta tradição. Nossa fé é o que nos guia. O orgulho de pertencer a este lugar constrói o presente e pavimenta o futuro. Somos um povo hospitaleiro e encantamos os visitantes com nossa cultura e gastronomia. […] Segurança é uma de nossas marcas. Sinta-se seguro para fazer um passeio com a sua família a um de nossos pontos turísticos. Nossos souvenires são perfeitos para presentear alguém especial. Os ímãs de geladeira com fotos de nosso município e a frase ‘Estive em Horroroso e lembrei de você’ são os mais disputados. Desfrute tudo o que o município de Horroroso tem a oferecer. E volte sempre!” Este livro não é uma distopia. O município de Horroroso não é um destino pós-apocalíptico. Horroroso está no mapa do agora. Nestes mais de cem registros gráficos minuciosos, esta publicação é um guia para promover Horroroso e seus feitos.Não se sabe ao certo se esta é uma fotografia do passado ou um esboço do futuro. Alguns dizem que é um lugar horroroso. Gritos de socorro não serão ouvidos aqui. “Uma cidade-aparelho que foi embora e deixou no lugar Horroroso. Um abandono por obsolescência, deixando para trás o que não mais interessa, o que está atrapalhando, o que não mais é necessário, o que está sobrando, atrasando sua brilhante e estonteante expansão e desenvolvimento programado.” — Ricardo Luis Silva “Mesmo diante da aniquilação das estruturas, não deixamos de repetir entre escombros a única coisa que conhecemos: a nossa rotina. Reencenamos, fantasmagóricos, tudo aquilo que chamamos de tradição. Resignada, estática e melancólica, talvez ‘resistência’ não seja uma palavra tão nobre assim.” — Amanda Miranda